24 de janeiro de 2014

Dicas para a Volta às Aulas

A equipe do Colégio PGD (diretores, coordenadores, orientadoras e professores) está preparada para receber e ajudar os alunos na adaptação da rotina escolar, porém, a participação dos pais também é importante para que eles sintam-se bem e animados para aulas. Confira algumas dicas de especialistas no artigo a seguir:

Pais devem preparar as crianças para a volta às aulas

Nas próximas semanas, alunos de todo o país vão retomar a rotina de aulas. A adaptação às lições de casa, ao contato com os amigos e às provas, porém, não é sempre fácil. Por isso, os pais devem colocar os filhos mais cedo na cama, começar a falar sobre as expectativas para o ano letivo e se envolver com as atividades dos filhos.
O primeiro passo, diz Ângela Fátima Soligo, psicóloga e professora da Faculdade Educação da Unicamp, é mudar os horários das crianças uma semana antes da volta às aulas e colocá-las para dormir e acordar mais cedo.
Se este não é o primeiro ano de estudo, a psicóloga diz que não é preciso falar muito sobre o retorno às aulas. "Não precisa preparar a criança com muita antecedência. Se ela está de férias, deve curtir as férias. Nada de dar coisas para ler e estudar. A escola é o trabalho da criança, então ela precisa de férias para esquecer um pouco da escola", diz.
Quando tudo for novidade, porém, a especialista recomenda que os pais levem a criança antes para conhecer a escola e comecem aos poucos a falar sobre o que ela vai encontrar naquele ambiente. Neste momento, vale envolver a criança na compra do uniforme e na preparação do material escolar.
Para Sueli Conte, psicopedagoga e diretora do Colégio Renovação, em São Paulo, nesses casos também é recomendável que os pais estejam presentes nas dependências da instituição até que o filho se sinta seguro. "Nos primeiros dias, é importante que a criança encontre o pai ou a mãe quando solicitar a presença deles", diz. "Mesmo que o filho diga que o pai ou mãe pode ir embora, é importante ficar, pelo menos nestes dias de adaptação".

Escola nova
No caso das crianças que vão mudar de escola, a recomendação é a mesma: leve o aluno antes para conhecer o local e converse sobre as vantagens do novo colégio. "É importante preparar a criança, pensar com ela as vantagens da nova escola, como conhecer novos amigos. Em geral, o mais difícil é a perda da escola antiga, então ajude a criança a conservar o contato com os amigos", afirma Soligo.
Se a preparação não for suficiente e o aluno tiver problemas para se adaptar ao novo colégio, os pais devem primeiro conversar com a criança e depois entrar em contato com a escola para saber o que é possível fazer para tornar o processo menos traumático.

De volta à rotina
Já nos primeiros dias de retorno às aulas, pais e responsáveis devem estabelecer uma rotina de estudos juntos para o resto do ano letivo. "Nem todos os pais têm muito tempo, mas acho que eles podem reservar pelo menos uns 40 minutos para conversar sobre a escola, não para cobrar, mas para estar por perto enquanto a criança estuda", diz a psicóloga.
Já para Sueli Conte, é importante também que os pais criem um vínculo com a professora, trocando informações sobre as particularidades do aluno.
No caso dos adolescentes, o acompanhamento é mais distante, mas os pais precisam perceber e cobrar se ele está ou não separando um tempo para estudar. "Às vezes os vestibulandos acabam exagerando, então os pais têm que mandar parar de estudar, dizer que também é preciso relaxar e entender o limite das suas possibilidades físicas", afirma a especialista da Unicamp.

No 6° ano os filhos também precisam de ajuda
Começar o sexto ano, ou a antiga quinta série, é um passo importante na vida do estudante. Aumenta o número de disciplinas e de professores. Além disso, os alunos estão entrando na pré-adolescência.
São muitas novidades ao mesmo tempo. "Os alunos vão deixando a infância. Se antes os grupos eram divididos entre meninas e meninos, agora passam a ser mistos e começam as paqueras e namoros", explica Ângela Biazi, psicanalista e doutora pela USP (Universidade de São Paulo).
Com relação à escola, o principal desafio é ajudar os filhos a organizar o tempo, porque as exigências começam a aumentar. "Os pais podem ajudar a organizar os horários de estudos, equilibrando a hora da tarefa com o lazer e outros interesses do jovem", defende Biazi.
São vários professores e eles podem ter jeitos diferentes de ensinar e cobrar os alunos, o que requer jogo de cintura. As escolas costumam preparar a transição, explicando antes como será a rotina escolar e as aulas.

Pré-adolescência
No início, os pais podem estranhar o afastamento dos filhos - eles começam a se aproximar mais dos amigos, que se formam principalmente na escola.
Mas a psicóloga avisa que é absolutamente normal: "É um momento em que os pais não sabem a melhor forma de agir, porém precisam se mostrar próximos".
Os pré-adolescentes começam a querer sair mais de casa, ir a lugares que antes não iam, como festas à noite, e, segundo Biazi, não adianta fechá-los para o mundo. "Os perigos sociais existem e a família tem de alertar o jovem desses riscos, mas também pode negociar as saídas", sugere.

fonte: UOL Educação

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